Banco britânico tem agora pouco mais de 700 milhões de euros em dívida
portuguesa. O montante detido pelo Deutsche Bank até aumentou no
primeiro trimestre, mas é bem inferior.
O Barclays reduziu a sua exposição à dívida pública dos países
periféricos da Europa em 16% no primeiro trimestre deste ano, sendo
que o corte em dívida portuguesa foi de dimensão superior.
De acordo com o relatório dos resultados trimestrais do banco
britânico, a redução da exposição à dívida de Espanha, Itália,
Portugal, Irlanda e Grécia foi de 16%.
Entre os países analisados, Portugal foi o país onde o Barclays mais
cortou a exposição. A descida foi de 27% para 600 milhões de libras
(733 milhões de euros).
A exposição à dívida espanhola desceu 15% para 2,2 mil milhões de
libras (2,68 mil milhões de euros), enquanto à italiana caiu 14% para
3 mil milhões de libras (3,66 mil milhões de euros). Na Grécia o
Barclays diz que tem uma exposição mínima, enquanto na Irlanda baixou
11% para 5,1 mil milhões de libras (6,23 mil milhões de euros).
Também hoje o Deutsche Bank apresentou os seus resultados e revelou a
exposição a dívida soberana. A exposição directa a Portugal situava-se
em 212 milhões de euros no final de Março, acima dos 116 milhões de
euros no fim de 2011.
A exposição líquida do banco alemão à dívida soberana de Portugal
(descontando a cobertura efectuada através de CDS) é de 189 milhões de
euros, quando no final de 2011 até apresentava um valor negativo (o
valor coberto era superior ao realmente detido).
Tendo em conta os cinco países periféricos (Grécia, Irlanda, Itália,
Portugal e Espanha), a exposição directa do Deutsche Bank a dívida
soberana desceu no primeiro trimestre, passando de 1,95 mil milhões de
euros no final de 2011, para 1,84 mil milhões de euros no fim de
Março.
Além de Portugal, o Deutsche Bank apenas reforçou a exposição à dívida
pública da Irlanda e Espanha.
Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros (Ben Franklin)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Fitch cortou "rating" da Nokia para "lixo"
A agência de notação financeira justificou a sua decisão com a
deterioração do negócio de telemóveis da empresa finlandesa no
primeiro trimestre no ano e com a "falta geral de visibilidade". O
"rating" de longo prazo da Nokia foi cortado em um nível para "BB+", o
nível mais alto da classificação de "lixo", de acordo com a Fitch. A
Fitch manteve as suas perspectivas negativas para a empresa e declarou
que poderá reduzir novamente o "rating" da Nokia se as receitas da
sede da empresa, na cidade de Espoo, não estabilizarem e as margens
operacionais não ficarem positivas.
Na semana passada, a Moody's cortou o "rating" da Nokia para um nível
acima de "lixo". A agência de notação finaceira cortou o "rating" na
finlandesa para o último patamar do nível de investimento (Baa3).
Na origem do corte a agência alegou as dificuldades reveladas pela
empresa finlandesa em competir com gigantes como a Apple ou a Samsung.
deterioração do negócio de telemóveis da empresa finlandesa no
primeiro trimestre no ano e com a "falta geral de visibilidade". O
"rating" de longo prazo da Nokia foi cortado em um nível para "BB+", o
nível mais alto da classificação de "lixo", de acordo com a Fitch. A
Fitch manteve as suas perspectivas negativas para a empresa e declarou
que poderá reduzir novamente o "rating" da Nokia se as receitas da
sede da empresa, na cidade de Espoo, não estabilizarem e as margens
operacionais não ficarem positivas.
Na semana passada, a Moody's cortou o "rating" da Nokia para um nível
acima de "lixo". A agência de notação finaceira cortou o "rating" na
finlandesa para o último patamar do nível de investimento (Baa3).
Na origem do corte a agência alegou as dificuldades reveladas pela
empresa finlandesa em competir com gigantes como a Apple ou a Samsung.
Price to book value das acções portuguesas
| Price to Book Value/Share | Price to Book Value/Share | ||
| Altri | 1,60 | Martifer | 0,36 |
| BPI | 0,84 | Média Cap. | 0,97 |
| BCP | 0,21 | Mota-Engil | 0,75 |
| BES | 0,25 | Novabase | 0,74 |
| BANIF | 0,09 | Orey | 0,49 |
| Brisa | 0,96 | PT | 1,21 |
| Cofina | 3,32 | Portucel | 1,10 |
| Cimpor | 1,85 | REN | 1,07 |
| EDP | 0,93 | Reditus | 1,25 |
| EDP-R | 0,53 | Soares Costa | 0,26 |
| ESFG | 0,46 | Semapa | 0,56 |
| GALP | 3,04 | Sonae Com | 0,43 |
| Glint | 0,08 | Sonae Cap. | 0,15 |
| Ibersol | 0,74 | Sonae Ind. | 0,33 |
| Impresa | 0,54 | Teixeira Duarte | 0,34 |
| Inapa | 0,14 | Sonae | 0,56 |
| JM | 8,47 | Zon | 3,38 |
PRINCIPAL FATOR LIMITATIVO DO INVESTIMENTO EM PORTUGAL
A deterioração das perspetivas de venda, seguida do crédito bancário exíguo são as principais condicionantes do investimento em Portugal para 2012 segundo inquérito do INE.
Fonte INE
| PRINCIPAL FATOR LIMITATIVO EM 2012 (a) | |||||||||
| CAE-Rev.3 | INSUFICIÊNCIA DA CAPACIDADE PRODUTIVA | DETERIORAÇÃO DAS PERSPETIVAS DE VENDA | DIFICULDADE DE CONTRATAR PESSOAL QUALIFICADO | NÍVEL DA TAXA DE JURO | RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS | CAPACIDADE DE AUTO FINANCIAMENTO | DIFICULDADE EM OBTER CRÉDITO BANCÁRIO | MERCADO DE CAPITAIS | OUTROS |
| Indústrias Extrativas (Secção B) | 1,3 | 63,5 | 0,0 | 14,6 | 1,3 | 16,2 | 1,6 | 0,0 | 1,6 |
| Indústrias Transformadoras (Secção C) | 5,1 | 54,8 | 1,4 | 2,6 | 14,5 | 8,9 | 10,4 | 0,3 | 2,0 |
| Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio (Secção D) | 0,0 | 14,8 | 0,0 | 0,0 | 21,2 | 10,6 | 28,0 | 0,0 | 25,4 |
| Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição (Secção E) | 13,6 | 12,7 | 0,0 | 5,7 | 17,8 | 21,0 | 13,2 | 0,0 | 16,0 |
| Construção (Secção F) | 0,3 | 63,5 | 0,0 | 2,7 | 8,0 | 9,6 | 13,2 | 0,0 | 2,5 |
| Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos (Secção G) | 0,0 | 68,0 | 0,0 | 2,0 | 13,1 | 3,3 | 10,4 | 0,0 | 3,4 |
| Transportes e armazenagem (Secção H) | 0,5 | 39,0 | 0,0 | 1,6 | 4,9 | 22,8 | 30,1 | 0,0 | 1,0 |
| Alojamento, restauração e similares (Secção I) | 0,0 | 56,9 | 0,7 | 4,0 | 25,5 | 7,7 | 4,7 | 0,0 | 0,4 |
| Atividades de informação e comunicação (Secção J) | 0,0 | 44,8 | 0,0 | 0,2 | 36,2 | 8,6 | 6,5 | 0,0 | 3,8 |
| Atividades financeiras e de seguros (Secção K) | 2,1 | 19,9 | 0,0 | 0,0 | 8,9 | 1,6 | 25,8 | 0,0 | 41,7 |
| Atividades imobiliárias (Secção L) | 11,7 | 53,1 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 23,5 | 11,7 | 0,0 | 0,0 |
| Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (Secção M) | 3,4 | 53,1 | 0,0 | 0,0 | 10,4 | 8,1 | 12,4 | 0,5 | 12,1 |
| Atividades administrativas e dos serviços de apoio (Secção N) | 1,6 | 67,1 | 0,0 | 3,7 | 7,5 | 6,1 | 8,3 | 0,0 | 5,7 |
| TOTAL | 1,8 | 59,8 | 0,4 | 2,3 | 12,9 | 7,7 | 11,5 | 0,1 | 3,5 |
| (a) Percentagem de empresas que aponta cada um dos fatores limitativos de entre o universo das empresas que manifestou limitações ao investimento | |||||||||
Fonte INE
Fontes de financiamento das empresas em Portugal
As empresas portuguesas cada vez mais têm que recorrer ao auto financiamento e a fundos próprios. Os mercados de capitais estão fechados para as PME, ao passo que o crédito bancário é cada vez mais exíguo.
Fonte INE
| ESCALÕES DE PESSOAL AO SERVIÇO | FONTES DE FINANCIAMENTO (a) | |||||
| AUTO FINANCIAMENTO | CRÉDITO BANCÁRIO | AÇÕES E OBRIGAÇÕES | EMPRÉSTIMOS DO ESTADO | FUNDOS DA UE | OUTROS | |
| 1º (≤49) | 59,6 | 31,0 | 0,0 | 0,7 | 3,0 | 5,7 |
| 2º (50-249) | 46,5 | 27,1 | 0,0 | 0,6 | 8,7 | 17,0 |
| 3º (250-499) | 70,7 | 16,4 | 0,0 | 0,7 | 6,1 | 6,2 |
| 4º (≥500) | 63,1 | 25,7 | 0,7 | 0,2 | 2,8 | 7,6 |
| TOTAL | 59,1 | 25,7 | 0,3 | 0,4 | 4,9 | 9,6 |
Fonte INE
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