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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O que são Fundos de Gestão do Património Imobiliário

Os Fundos de Gestão do Património Imobiliário (FGPI) são fundos abertos de investimento imobiliário, criados com o objectivo de tornar mais fácil às empresas a obtenção de meios financeiros a partir de uma utilização racional do seu património.

Assim, estes fundos destinam-se a ser aplicados na aquisição de bens imóveis, não afectos directamente à exploração (terrenos ou edifícios disponíveis, por exemplo), a empresas que pretendam concretizar projectos de investimento a nível de reestruturação, de modernização e/ou de internacionalização. Através da alienação aos FGPI ou a uma sociedade gestora de fundos de investimento imobiliários, é possibilitado às empresas a obtenção de liquidez que servirá para investir em novo imobilizado ou para amortizar eventuais empréstimos bancários contraídos.

O fundo ou a sociedade gestora, por seu turno, rentabilizarão esse imobilizado, alienando-o a potenciais investidores interessados ou, se assim ficar estabelecido previamente, alienando-o à própria empresa.<> O montante sob gestão dos fundos de gestão de património imobiliários (FGPI) era de 753,3 milhões de Euro em jun-2011. <>
 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fundo de Estabilização da Segurança Social

Este fundo público vale actualmente 5,6% do PIB português. Em teoria, este fundo corresponde à parte pública da reserva financeira portuguesa para financiar as pensões futuras e tem algum contributo no que se refere à poupança interna.

Agora, compare-se com fundos similares em outros países: Suécia (27,2%), EUA (17,9%), Japão (25,9%), Irlanda (15,9%).

Não se pense contudo, que Portugal figura entre os países pior preparados de entre os países desenvolvidos, pois França e Bélgica encontram-se em situação similar.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Custos operacionais dos fundos de pensões

Os custos operacionais dos fundos de pensões em Portugal situaram-se em 0,1% dos activos geridos. Trata-se do valor mais baixo, em conjunto com a Dinamarca, entre os países da OCDE. Os custos operacionais incluem as despesas de gestão/administração e os custos de transacção.

Resta referir que entre os países da OCDE a média de custos operacionais foi de 0,5%, e que em Espanha esse valor foi de 1,3%.

Estes resultados foram divulgados num estudo da OCDE. Seria interessante conhecer os valores para as comissões de subscrição e resgate, assim como as razões para este valor reduzido das despesas operacionais em Portugal.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fundos de pensões: contribuição definida ou benefício definido?

Em Portugal a grande maioria dos fundos de pensões é de benefício definido, cerca de 92,18% dos fundos. Significa isto que, o investidor/aforrador assegura uma pensão fiaa quando atingir a idade de reforma contratualizada. Este tipo de fundos de pensões são os mais usais entre os países da OCDE. Não obstante, existem 11 países onde os fundos de contribuição definida predominam.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Valor relativo dos Fundos de Pensões no total da economia (PIB)

Os fundos de pensões têm uma importância muito modesta na economia portuguesa, porquanto representam somente 11,4% do PIB português. Portugal surge aliás, nos últimos lugares do ranking da OCDE em relação ao peso dos fundos de pensões no PIB. A média da OCDE é de 71,6%, com os fundos de pensões da Holanda a apresentarem um peso superior a 180% do PIB.

(Parece que os holandeses não vão ter problemas quando atingirem a terceira idade...)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Composição dos fundos de pensões públicos nos países da OCDE

Os fundos de pensões públicos em Portugal são maioritáriamente compostos por obrigações. Esta classe de activos representa 64,5% do seu valor . Por sua vez, as acções correspondem a 21,7% do valor destes fundos de pensões.

Já os fundos de pensões públicos dos EUA, Espanha e Bélgica são compostos exclusivamente por obrigações por contraposição à Austrália, Nova Zelândia e Canadá em que o valor investido em obrigações se traduz em menos de 1\3 do total investido. Nestes países o valor do investimento em acções supera o valor do investimento em obrigações.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fundos nacionais e a dívida pública

 Porque razão investiram tanto os fundos de investimento nacionais em dívida pública portuguesa. Entre os meses de Maio e de Abril observou-se um crescimento de 31,1% nesse investimento.

                                                 Dados CMVM


 Será a aposta em dívida soberana nacional sensata em plena crise política e financeira em Portugal? Atente-se ao facto que este foi o mês da chegada da troika a Portugal. Com o valor da dívida a cair de dia para dia e com a volatilidade das yields das OT portuguesas considero um resultado estranho, quando para mais, os fundos que anteriormente apostavam nestes títulos priviligiam investimentos seguros. Ao invés, o investimento em dívida alemã e francesa diminuiu fortemente... estranho!

terça-feira, 21 de junho de 2011

A ascenção e popularidade dos Fundos Especiais de Investimento

Existem diversas classes de fundos de investimento mobiliário. Porém, alguns são alvo de maior regulação que outros. Os fundos de investimento em acções, por exemplo, encontram-se obrigados a a afectar parte substancial da sua carteira nesses activos. Já os fundos especiais de investimento gozam de maior liberdade e flexibilidade na afectação dos recursos disponibilidados pelos participantes. Estes últimos valiam em 2006-12-30 cerca de 3.042 milhões de Euro. Em Maio de 2011 totalizavam 5.520 milhões de Euro, ou seja, um crescimento superior a 50%.

Em sentido contrário, a populatidade dos fundos de investimento mobiliário tem caído acentuadamente. Cerca de 26.095,7 em 2006-12-30 e.... 8.054,1 milhões de Euro em Maio deste ano.

Mas fará sentido esta transferência de recursos entre estas duas classes de fundos?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

OICVM garantidos

Os OICVM garantidos são OICVM que têm associadas garantias de capital ou de um determinado perfil de rendimentos.

OICVM flexíveis, OICVM de fundos e OICVM de Índices

Consideram-se OICVM flexíveis os OICVM que não assumem qualquer compromisso quanto à composição do património nos respectivos documentos constitutivos.

Já os OICVM de fundos detêm, no mínimo, 2/3 do seu valor líquido global investido em unidades de participação de outros OIC. 
 
Por seu lado, os  OICVM de índice são OICVM cuja política de investimentos consiste na reprodução integral ou parcial de um determinado índice de valores mobiliários.

OICVM de obrigações

 Os OICVM de obrigações detêm, no mínimo, 2/3 do seu valor líquido global investido, directa ou indirectamente, em obrigações. Os OICVM de obrigações não podem investir, directa ou indirectamente, em acções ordinárias.

Obrigações de taxa variável: os OICVM que detêm mais de 50% do seu valor líquido global investido em obrigações de taxa variável;

Obrigações de taxa fixa: os OICVM que detêm mais de 50% do seu valor líquido global investido em obrigações de taxa fixa;

Note-se que a menção “taxa fixa” não constitui garantia de rendibilidade fixa do OICVM, mas que respeita ao tipo de activo predominante no património do mesmo.

domingo, 19 de junho de 2011

OICVM mistos

Os OICVM mistos são OICVM com componente accionista e obrigacionista não passíveis de serem enquadrados nas tipologias de OICVM de acções ou de obrigações, ou cuja definição da política de investimentos não se enquadre nas restantes tipologias da presente Secção.
A denominação dos OICVM mistos contém a expressão «misto» ou, consoante a predominância dos activos, «misto de obrigações» ou «misto de acções».

OICVM do mercado monetário

Os OICVM do mercado monetário detêm, em permanência, no mínimo 85% do seu valor líquido global investido em valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários com prazo de investimento residual inferior a 12 meses;
Aos OICVM do mercado monetário não é aplicável a limitação imposta aos fundos de tesouraria quanto às aplicações em depósitos bancários;
A denominação dos OICVM do mercado monetário contém a expressão «mercado monetário».

sábado, 18 de junho de 2011

OICVM de acções

Os OICVM de acções detêm, no mínimo, 2/3 do seu valor líquido global investido, directa ou indirectamente, em acções.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

OICVM de tesouraria

 Os OICVM de tesouraria são OICVM abertos cuja política de investimentos se orienta para activos de elevada liquidez.
Os OICVM de tesouraria detêm, em permanência, entre 50% e 85% do seu valor líquido global investido em valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários com prazo de vencimento residual inferior a 12 meses, não podendo os depósitos bancários exceder 50% do valor líquido global do OICVM.
 Os OICVM de tesouraria não podem investir em:

a) Acções;
b)Obrigações convertíveis ou obrigações que confiram o direito de subscrição de acções ou de aquisição a outro título de acções;
c) Títulos de dívida subordinada;
d) Títulos de participação;
e) Instrumentos financeiros derivados com finalidade diversa da cobertura de risco;
f)Unidades de participação de OICVM cujo regulamento de gestão não proíba o investimento nos activos referidos nas alíneas anteriores.




domingo, 5 de junho de 2011

Porque é que as comissões dos fundos de investimento são mais elevadas em Portugal?

A indústria de fundos de investimento está concentrada num conjunto bastante restrito de países. De acordo com um estudo do investigador académico Miguel Ferreira e de Sofia Ramos, as comissões que incidem sobre os fundos de investimento são maiores em países em que esta indústria tem uma dimensão reduzinda justificando este facto com a existência de economias de escala. Por seu turno, a evidência encontrada não parece confirmar uma relação entre concentração desta actividade num número restrito de payers e as comissões cobradas.

http://dge.uma.pt/portal/docs_para_download/pej_papers/28.pdf

Comparação entre os custos dos fundos de investimento nacionais

Tal como acontece com as comissões de intermediação financeira, a CMVM divulga os custos dos fundos de investimento na sua página de internet. Nessa página é apresentada a Taxa Global de Custos, a comissão de subscrição, a comissão de resgate, a comissão de transferência e a rotação média da carteira de investimento. Os resultados são apresentados fundo a fundo para facilitar a sua comparação.

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/fundos/custos/custos_oic.cfm

sábado, 4 de junho de 2011

Investir directamente no mercado ou investir através de fundos de investimento

O investimento no mercado através de fundos de investimento ou outro tipo de organismo de investimento colectivo apresenta diversas vantagens. Entre essas vantagens destacam-se as seguintes: possibilita uma melhor diversificação do investimento, diluição de custos de gestão e de recolha de informação entre os subscritores do fundo e permite ultrapassar a indivisibilidade de determinados investimentos aos quais um investidor individual teria maior dificuldades em aceder. Acresce a tudo isto a delegação das decisões de investimento a profissionais qualificados.
Porém, tratando-se de um serviço prestado per terceiros, a gestão dos fundos de investimento acarreta um custo para os investidores na maioria das vezes não negligenciável. Esse custo em Portugal é medido pela Taxa Global de Custos (TGC) e incorpora os custos de gestão fundo, comissões de depósito/custódia de títulos, comissões de auditoria e taxas de supervisão.