Foi notícia ontem que o Banco de Portugal se preparava para restringir a concorrência e limitar as taxas oferecidas pelos bancos nos depósitos a prazo.
A questão que se coloca é que o BP enquanto regulador sectorial tem de se preocupar com dois\três objectivos diferentes: estabilidade macroeconómica e solidez da banca versus concorrência no sector bancário.
Normalmente descura a concorrência em prejuízo dos consumidores..
Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros (Ben Franklin)
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Certificados do Tesouro
Os Certificados do Tesouro continuam a oferecer retornos elevados, com
o juro bruto anual a ascender a 7,1% para quem mantiver estes títulos
durante os 10 anos. Daí que, ao contrário do que sucede com os
Certificados de aforro, ainda apresentam um saldo de subscrições
líquidas de resgate positivo.
Comparativamente a outros produtos oferecidos pelo sector financeiro,
como os seguros de capilização ou unit-links parece ser uma opção mais
sensata, porquanto muitos destes instrumentos têm por subjacente...
Obrigações do Tesouro da Répública Portuguesa e como tal, estão
sujeitas ao mesmo risco de incumprimento.
o juro bruto anual a ascender a 7,1% para quem mantiver estes títulos
durante os 10 anos. Daí que, ao contrário do que sucede com os
Certificados de aforro, ainda apresentam um saldo de subscrições
líquidas de resgate positivo.
Comparativamente a outros produtos oferecidos pelo sector financeiro,
como os seguros de capilização ou unit-links parece ser uma opção mais
sensata, porquanto muitos destes instrumentos têm por subjacente...
Obrigações do Tesouro da Répública Portuguesa e como tal, estão
sujeitas ao mesmo risco de incumprimento.
Certificados de aforro ou depósitos bancários?
Os aforradores portugueses parecem estar a priviligiar os depósitos
bancários aos certificados de aforro. Em Maio de 2011, foram retirados
566 milhões de euros, ao passo que as novas subscrições ficaram-se
pelos 33 milhões, segundo o Boletim Mensal do IGCP. Haverá alguma
racionalidade na estratégia seguida pelos aforradores. Sem dúvida que
a redução dos prémios de permanência nos certificados de aforro
desincentivaram a procura deste instrumento de poupança, que se
apresentava bastante competitivo no longo prazo. A taxa para as
subscrições a realizar este mês é de apenas 1,467%, manifestamente
insuficiente quando comparada com alguns depósitos a prazo oferecidos
pela banca de retalho.
Já os certificados do Tesouro apresentam-se bastante competitivos para
prazos superiores a 5 ou 10 anos. Porém, algumas dúvidas pairam na
cabeça dos aforradores: e se esta austeridade for insuficiente e se
avançar para uma reestruturação?
bancários aos certificados de aforro. Em Maio de 2011, foram retirados
566 milhões de euros, ao passo que as novas subscrições ficaram-se
pelos 33 milhões, segundo o Boletim Mensal do IGCP. Haverá alguma
racionalidade na estratégia seguida pelos aforradores. Sem dúvida que
a redução dos prémios de permanência nos certificados de aforro
desincentivaram a procura deste instrumento de poupança, que se
apresentava bastante competitivo no longo prazo. A taxa para as
subscrições a realizar este mês é de apenas 1,467%, manifestamente
insuficiente quando comparada com alguns depósitos a prazo oferecidos
pela banca de retalho.
Já os certificados do Tesouro apresentam-se bastante competitivos para
prazos superiores a 5 ou 10 anos. Porém, algumas dúvidas pairam na
cabeça dos aforradores: e se esta austeridade for insuficiente e se
avançar para uma reestruturação?
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A diferença dos depósitos a prazo face a outros produtos bancários de poupança
Além dos depósitos a prazo, as instituições bancárias oferecem outros
produtos de poupança, onde se enquadram obrigações subordinadas,
obrigações de caixa, depósitos estruturados, papel comercial, etc. O
aforrador deverá ter em atenção que nenhum destes produtos está
protegido pelo fundo de garantia de depósitos. Deste modo, perante
cenários de remunerações idênticas (considerando entre outros
aspectos, prazos de investimento idênticos, condições similares de
reembolso antecipado, etc) a escolha deverá recair nos tradicionais
depósitos bancários por mais glamour que as restantes aplicações
possam ter.
As instituições bancárias são consideradas seguras, até pelo
enquadramento regulatório e supervisão apertada de que são alvo. No
entanto, no passado recente assistimos a um processo de falência de
uma instituição financeira (BPP) que penalizou pequenos e grande
aforradores. Já no caso do BPN, o estado português intervencionou o
banco.
Leaven e Valencia (2008) num artigo de investigação do FMI analisaram
um conjunto de crises sistémicas do sistema bancário em todo mundo.
Esse documento pode ser consultado em:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2008/wp08224.pdf
Aí poderá constatar que as crises bancárias numa escala global são
mais frequentes do que seria desejável.
produtos de poupança, onde se enquadram obrigações subordinadas,
obrigações de caixa, depósitos estruturados, papel comercial, etc. O
aforrador deverá ter em atenção que nenhum destes produtos está
protegido pelo fundo de garantia de depósitos. Deste modo, perante
cenários de remunerações idênticas (considerando entre outros
aspectos, prazos de investimento idênticos, condições similares de
reembolso antecipado, etc) a escolha deverá recair nos tradicionais
depósitos bancários por mais glamour que as restantes aplicações
possam ter.
As instituições bancárias são consideradas seguras, até pelo
enquadramento regulatório e supervisão apertada de que são alvo. No
entanto, no passado recente assistimos a um processo de falência de
uma instituição financeira (BPP) que penalizou pequenos e grande
aforradores. Já no caso do BPN, o estado português intervencionou o
banco.
Leaven e Valencia (2008) num artigo de investigação do FMI analisaram
um conjunto de crises sistémicas do sistema bancário em todo mundo.
Esse documento pode ser consultado em:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2008/wp08224.pdf
Aí poderá constatar que as crises bancárias numa escala global são
mais frequentes do que seria desejável.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Os depósitos bancários têm baixas remunerações mas são mais seguros
Os depósitos bancários oferecem, regra geral, remunerações baixas. Na
esmagadora maioria das vezes a sua remuneração líquida encontra-se
abaixo da taxa de inflação e o seu retorno real é negativo. Todavia,
são tidas como aplicações seguras, porquanto o risco de crédito da
instituição bancária é mitigado por uma garantia estatal até
determinado montante. Isto significa que em caso de insolvência da
instituição bancária é accionado o Fundo de Garantia de Depósitos que
tem uma cobertura actual de 100.000 Euro.
Se o seu banco estiver a actuar em Portugal através de uma sucursal, a
garantia terá que ser exigida ao regime de garantia do país da
respectiva sede, não podendo ser inferior a 100.000 euros no caso de
países da UE.
Esta e outra informação relacionada com Depósitos a Prazo poderá ser
consultada no Portal do Cliente Bancário:
http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/DireitosdosClientes/GarantiadeDepositos/Paginas/default.aspx
esmagadora maioria das vezes a sua remuneração líquida encontra-se
abaixo da taxa de inflação e o seu retorno real é negativo. Todavia,
são tidas como aplicações seguras, porquanto o risco de crédito da
instituição bancária é mitigado por uma garantia estatal até
determinado montante. Isto significa que em caso de insolvência da
instituição bancária é accionado o Fundo de Garantia de Depósitos que
tem uma cobertura actual de 100.000 Euro.
Se o seu banco estiver a actuar em Portugal através de uma sucursal, a
garantia terá que ser exigida ao regime de garantia do país da
respectiva sede, não podendo ser inferior a 100.000 euros no caso de
países da UE.
Esta e outra informação relacionada com Depósitos a Prazo poderá ser
consultada no Portal do Cliente Bancário:
http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/DireitosdosClientes/GarantiadeDepositos/Paginas/default.aspx
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O montante investido pode ter impacto nas taxas de juro oferecidas
Os montantes aplicados em depósitos influenciam a sua remuneração. A maioria das instituições bancárias, senão a sua totalidade, oferecem taxas de juro mais atrativas quando os montantes investidos são mais elevados. Nessa medida, poderá ser de evitar a fragmentação das suas poupanças, sobretudo quando os prazos associados são similares e a instituição financeira é a mesma. Note que as diferenças poderão excerder 1%.
Aplicações sem risco
O desenvolvimento do mercado de capitais criou um conjunto de oportunidades para os investidores e aforradores particulares. Ao invés dos tradicionais depósitos a prazo, muitos aforradores foram levados a investir em instrumentos financeiros, que têm conhecido uma sofisticação e exotismo crescentes.
Por sua vez, os bancos e instituições de crédito conheceram também uma alteração da sua ventente de negócio, com a diminuição das margens de intermediação no crédito e o aumento de comissionamento dos seus serviços.
Em períodos de crise, como o que se vive actualmente ocorre usualmente uma aumento da poupança dos particulares com a finalidade de se precaverem de possíveis eventos negativos no futuro. A este efeito, soma-se o crescimento da aversão ao risco que torna os depósitos mais atractivos face a outros instrumentos de poupança.
O mercado de produtos bancários nem sempre é concorrêncial, muitas vezes devido à inércia dos próprios clientes em mudar de instituição bancária, e assiste-se por vezes a elevados diferenciais das taxas de juro pagas nos vários bancos.
Para combater essa inércia, o Inovação Financeira e Investimento deixa alguns sitios na Internet onde podem ser encontradas as ofertas de produtos de poupança (depósitos a prazo) e as remunerações associadas.
Por exemplo, o sitio Economia e Finanças disponibiliza um ficheiro Excel com as taxas de juro praticadas nos diversos bancos em Portugal.
http://economiafinancas.com/taxas-de-juro-depositos-a-prazo/
Segundo essa lista, a média aritmética simples das taxas de juro para depósitos a 1 ano é de 2,85%. Atente-se, contudo, para a diferença entre a taxa de juro máxima e a taxa de juro mínima: 4,45%.
Dito isto, se é uma daquelas pessoas com depósitos a 1 ano com taxas inferiores a 2%, terá bastante a ganhar com uma prospecção juntos do seu banco ou de bancos concorrentes para rentabilizar as suas poupanças.
Outro site da internet que disponibiliza informação acerca dos depósitos a prazo é a Deco Proteste:
http://www.deco.proteste.pt/poupanca/
Poderá retirar várias dicas do site da Deco, não obstante algum da informação disponibilizada só estar disponível a sócios dessa instituição.
Por sua vez, os bancos e instituições de crédito conheceram também uma alteração da sua ventente de negócio, com a diminuição das margens de intermediação no crédito e o aumento de comissionamento dos seus serviços.
Em períodos de crise, como o que se vive actualmente ocorre usualmente uma aumento da poupança dos particulares com a finalidade de se precaverem de possíveis eventos negativos no futuro. A este efeito, soma-se o crescimento da aversão ao risco que torna os depósitos mais atractivos face a outros instrumentos de poupança.
O mercado de produtos bancários nem sempre é concorrêncial, muitas vezes devido à inércia dos próprios clientes em mudar de instituição bancária, e assiste-se por vezes a elevados diferenciais das taxas de juro pagas nos vários bancos.
Para combater essa inércia, o Inovação Financeira e Investimento deixa alguns sitios na Internet onde podem ser encontradas as ofertas de produtos de poupança (depósitos a prazo) e as remunerações associadas.
Por exemplo, o sitio Economia e Finanças disponibiliza um ficheiro Excel com as taxas de juro praticadas nos diversos bancos em Portugal.
http://economiafinancas.com/taxas-de-juro-depositos-a-prazo/
Segundo essa lista, a média aritmética simples das taxas de juro para depósitos a 1 ano é de 2,85%. Atente-se, contudo, para a diferença entre a taxa de juro máxima e a taxa de juro mínima: 4,45%.
Dito isto, se é uma daquelas pessoas com depósitos a 1 ano com taxas inferiores a 2%, terá bastante a ganhar com uma prospecção juntos do seu banco ou de bancos concorrentes para rentabilizar as suas poupanças.
Outro site da internet que disponibiliza informação acerca dos depósitos a prazo é a Deco Proteste:
http://www.deco.proteste.pt/poupanca/
Poderá retirar várias dicas do site da Deco, não obstante algum da informação disponibilizada só estar disponível a sócios dessa instituição.
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